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História
Antes do povoado havia nesta região uma tribo indígena de nome Aticum
Umã - daí veio o nome Umãs.
Desde
tempos imemoriais estas terra foram tidas como de propriedade da família
Sá e morava nelas um homem chamado Ludovico, de origem não documentada,
mas ao que tudo indica, descendente da tribo de índios citada, havendo
nascido provavelmente em meados do século passado.
Este senhor Ludovico possuía
animais de carga com os quais nos anos de dificuldade ia comprar
mantimentos para si e sua família em lugares mais abastecidos como São
Gonçalo (Hoje Araripina).
Um fato curioso aconteceu em
uma dessa viagens. Ao regressar para casa encontrou
misteriosamente, na mala da farinha, uma imagem de São Sebastião.
Foi uma surpresa e uma
alegria para a família toda. Veneraram em casa, São Sebastião por muitos
anos.
Após uma grande seca e
conseqüentemente a fome, Ludovico se viu obrigado a se desfazer da
Imagem do santo, foi a casa do Capitão Tonheiro de Sá e propôs trocá-la
por um garrote para matar a fome de sua família pelo menos por algum
tempo.
Na hora da refeição,
Ludovico informa o acontecido a família e ninguém mais quis comer -
todos choraram a perda da imagem.
Ludovico ficou emocionado e
arrependido e foi a casa do capitão Tonheiro desfazer o negócio. Pagaria
o garrote de outra forma, contando que ficasse com a imagem.
O Capitão Tonheiro, homem de
bom coração, devolveu a imagem e perdoou a dívida.
Muito tempo depois, no ano
de 1918, foi formado um mutirão no qual praticamente todos participaram
(até as crianças ajudaram) para construir uma capelinha e nele entronizar definitivamente, a imagem de São
Sebastião. As filhas de Ludovico (falecido) ficaram encarregadas de
zelar a capelinha.
Fundação
da Vila e 1ª feira
Em 1939 houve uma grande
seca nesta região, os açudes secaram e muitas fontes se esgotaram. Mais
da metade do rebanho bovino foi perdida.
O senhor Antônio Pereira
Dum, proprietário e residente da Fazenda Sanharó, nas proximidades de
Umãs, vendo a calamidade em que o povo desta região se encontrava, vendo
o esforço que os moradores faziam para buscar alimentos em outras
regiões, estudou uma forma para amenizar o sofrimento. Daí surgiu a
idéia de se realizar feiras em Umãs - pelo menos encurtaria as
distâncias para o abastecimento. Com seu sorriso franco, animou o povo,
dizendo que tudo ia melhorar.
Em 1940, choveu cedo.
Para o povo foi como se
despertasse de um pesadelo. Apesar do sofrimento, da fome, todos
cuidaram bem de sua roças e a colheita foi boa.
O Senhor Pereira Dum, com a
colaboração de Chico Tonheiro (filho do Capitão Tonheiro), Grangeiro
Parente, Edésio Barros e outros homens de representação na vizinhança e
também com o apoio do Cel. Veremundo Soares e outros chefes políticos de
Salgueiro, apresentou a proposta de formação da Vila de Umãs e por
unanimidade a idéia foi aprovada.
Para tornar seu sonho
realidade convocou o povo para desmatar a área destinada à feira. Em 16
de dezembro de 1940 ficou acertado que a 1ª feira seria realizada no dia
05 de janeiro de 1941, primeiro domingo do ano.
Foi feita uma grande
divulgação, com muita animação. A feira realizou-se como se havia
planejado e foi um grande sucesso. Vieram negociantes de Terra Nova,
Parnamirim, Cabrobó e outros.
Neste mesmo dia ficou
combinado a 1ª Santa Missa para o dia 18 de janeiro, festejando-se
antecipadamente São Sebastião - o celebrante foi o Pe. Antônio Boot.
Em 1944 constataram que a
imagem tida como São Sebastião, imagem quase centenária, era na verdade
o Senhor Bom Jesus. Como a devoção a São Sebastião já era bastante
forte, havia a necessidade de adquirir uma imagem do Santo. O Sr.
Osmundo Idalino Bezerra foi então o doador.
Devido ao aumento do
povoado, a capelinha se tornara pequena e todos juntaram-se para
construir uma maior neste mesmo ano.
Apesar do esforço e boa
vontade, só em 1948, a capela teve condições de receber o seu Santo
Padroeiro.
O doador da Imagem veio
trazê-la em meio de festas, acompanhado de banda de música e de
numerosos devotos.
Em 13 de dezembro de 1948, o
povoado foi oficializado como Distrito.
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