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Tatiane Pink

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11.10.2005
 

 

 

 

 

 

Entrevista com:

Tatiane Pink

 

Portal: A cidade de Salgueiro tem grandes nomes como Manoel Tobias, Raimundo Carreiro, Limão com Mel e Gatinha Manhosa. Você sente alguma responsabilidade por Salgueiro ter se tornado a cidade da Pink?

Pink: Não, nunca me senti responsável por nada, só por mim. Cada um tem sua responsabilidade. Como sou uma pessoa de palavra isso foi bom para Salgueiro e para Pernambuco. Caí nas graças do povo, logo a cidade também.

Portal: Como foi essa transformação para artista?

Pink: Sempre fui artista no que fiz; trabalhando como cabeleireira ou como vendedora de roupa. Hoje faço arte na TV e no teatro.  Estou estudando porque é necessário ter técnica para lidar com câmeras, produção e público. Assim fico mais à vontade. Sou muito caprichosa, diria até perfeccionista.

Portal: As pessoas que acompanharam seu trabalho desde o primeiro programa puderam notar que você evoluiu. O que você tem a dizer a esse respeito?

Pink: Ganhei um presente e não acho justo desperdiça-lo, por isso estou me aperfeiçoando cada vez mais. Todas as oportunidades que tive agarrei com unhas e dentes.

Portal: Houve uma mudança brusca em sua vida, qual foi a sua reação?

Pink: Sempre chamei muita atenção, tenho um estilo próprio. Nunca fui conhecida nacionalmente, porém onde chegava fazia uma festa. A fama não subiu à minha cabeça, tenho muito amor pelo ser humano. Além do que a vida é cheia de altos e baixos. Sou igual a todo mundo. A diferença é que está difícil sair e andar pelas ruas normalmente.

Portal: Você acredita que a verdade sempre vem?

Pink: Sim. A pessoa colhe o que planta. Sou verdadeira e não consigo deixar de ser assim.

Portal: Qual o motivo que levou as pessoas a gostarem de você?

Pink: Acho que foi por eu falar a verdade na cara, não me sentir absoluta e dona da verdade. Mesmo que fique com raiva, vão perceber que bem ou mal disse a verdade e é isso que vale.

Portal: Você sofreu muito na casa do BBB, o público percebeu isso e ficou do seu lado. Você achava que estava perdendo, mas na verdade estava ganhando o carinho das pessoas.

Pink: Às vezes na vida achamos que estamos perdendo, porém na real estamos ganhando. O que é bom está lá na frente. Não ganhei 1 milhão, contudo estou colhendo bons frutos como o meu trabalho e o carinho do povo.

Portal: Qual o seu sentimento lá dentro da casa?

Pink: Me sentia amada, sabia que minha família estava orando por mim e estava me apoiando em todos os momentos e em qualquer decisão. Deixei uma raiz muito forte aqui fora e tinha consciência disso. Sou muito pé no chão.

Portal: Como ficaram as amizades da casa aqui fora?

Pink: Permaneceu a mesma coisa, entretanto tomamos rumos diferentes. Estamos trabalhando muito, contudo quando nos encontramos é aquela festa, aquele chamego.

Portal: De que maneira lida com os "amigos" que apareceram depois da fama?

Pink: O ser humano é muito interesseiro, seja por coisas pequenas como aperto de mão, carona no seu carro ou por coisas maiores como negócios. Além de pessoas assim, ainda tem invejosos, fofoqueiros e falsos. Mas se formos nos poupar de viver por causa de paranóias não irá adiantar nada. As pessoas entram e saem de nossas vidas por vários motivos.

Portal: Como estão suas viagens de trabalho?

Pink: Viajar é bom, todavia é muito cansativo. Vou estrear um musical infantil, 101 Dálmatas. Nessa peça vou ter que dançar, cantar e interpretar. Tenho que dar tudo de mim, a maior dificuldade é dançar; que estou tendo que aprender.

Portal: É mais fácil trabalhar com o público infantil?

Pink: Não. Para adultos a pessoa faz qualquer "munganga", ou faz cara de sedutora para os homens. Mas para criança, se não tiver graça ela não ri. Ela tem um senso crítico natural, não é falsa. Trabalhar com esse público é muito difícil. Quando excedo percebo no rosto deles uma reprovação tipo "que ridículo". Porém gosto muito desse trabalho, tenho um lado infantil muito grande.

Portal: Quando você recebe uma crítica, aceita?

Pink: Depende, levo em consideração só as que mostram o erro e a solução. Escuto todo mundo, contudo o que fico para mim é muito pouco.
 

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