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Para a polícia, caso de Eliza Samudio está praticamente resolvido
Buscas pelo corpo foram suspensas.
São nove os suspeitos de envolvimento no crime.
Do G1
A polícia de Minas Gerais considera praticamente
resolvido o assassinato de Eliza Samudio. O goleiro Bruno e
outras oito pessoas teriam participação no crime.
Os locais suspeitos permaneceram com os portões
trancados. As buscas ao corpo de Eliza Samudio foram
suspensas.
“Essa investigação está praticamente chegando a uma
decisão. Podemos concluir o seguinte: a Eliza está morta e a
materialidade está indiretamente comprovada”, afirmou o
delegado Edson Moreira.
Neste fim de semana, as atenções da polícia se voltaram
para o casamento do chefe da Divisão de Homicídios em Unaí,
no interior do estado.
“As pessoas envolvidas serão devidamente indiciadas e
apresentadas à Justiça como autoras desse homicídio e
ocultação do cadáver”, declarou Wagner Pinto, chefe da
Divisão de Homicídios.
Para o advogado de Bruno, Ércio Quaresma, a polícia
cometeu muitos erros na condução do inquérito. Ele anunciou
que vai contratar uma equipe de peritos para contestar as
provas e laudos reunidos até agora.
“Posso fazer um levantamento técnico, um laudo pericial
dando conta de que aqui não existe sangue, aqui nunca
existiu sangue. Eles estão trabalhando com prova
testemunhal, eu vou trabalhar com prova técnica”.
Nove pessoas estariam envolvidas na morte de Eliza. Uma
foto divulgada neste sábado (10) mostra uma tatuagem que
Macarrão, amigo de Bruno, tem nas costas. A frase diz:
"Bruno e Maka, a amizade, nem mesmo a força do tempo irá
destruir. Amor verdadeiro".
A avó materna do goleiro, Luceli Souza, que mora em
Alcobaça, no interior da Bahia, disse que chegou a alertá-lo
sobre as companhias. "Eu com você: se afasta dessa turma,
desses parasitas, que ficam nas suas costas. O dia que você
não tiver nada, o dia que você tiver algum problema e perder
tudo, você não vai ter nenhum amigo. Esses são falsos amigos
que estão te levando para o buraco, te levando pra derrota.
Alguma coisa está por trás disso. Não consigo acreditar que
o Bruno tenha feito uma coisa dessa”, disse;
O goleiro Bruno, Macarrão, Neném e mais três suspeitos,
presos na noite de sexta, estão na penitenciária Nélson
Hungria, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Sábado era dia de visitas no presídio, mas eles não
puderam receber parentes, nem os advogados, que só têm
autorização para conversar com os clientes durante a semana.
Os presos foram isolados em celas pequenas, de 6m² e sem
comunicação entre elas. Em cada uma, há uma cama de
concreto, uma latrina, uma pia e um chuveiro. Eles não podem
assistir TV, nem ouvir rádio. O banho de sol também foi
proibido.
Em 2000, Bruno vestiu o uniforme de uma outra
penitenciária. Aos 16 anos, ele era o goleiro do time de
funcionários do presídio de Ribeirão das Neves, cidade onde
nasceu e começou a carreira. |