Quinta, 15.07.2010 às 22h44
 

Justiça nega habeas corpus a Bruno e mais seis suspeitos no sumiço de Eliza

Da Folha.Com

O desembargador Doorgal Andrade, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas, negou na noite desta quinta-feira o pedido de habeas corpus em favor do goleiro Bruno Fernandes, apontado pela polícia como mandante do assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio.

O pedido negado também incluía Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha --amigos do jogador; Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, sua mulher; Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas (MG); e de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, primo de Bruno.

A decisão é liminar (provisória), e o mérito do habeas corpus ainda será julgado pelos integrantes da 4ª Câmara Criminal.

Entre os suspeitos de envolvimento no crime, só não foram incluídos no pedido o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pela polícia como autor do assassinato, e o adolescente de 17 anos primo do jogador, que confessou ter participado do sequestro de Eliza.

De acordo com o TJ, a defesa citou o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cezar Peluzo, na argumentação do pedido: "a menos que seja absolutamente necessário, não se deve mandar um criminoso para a cadeia. A prisão não deve funcionar como uma satisfação dessa pulsão primitiva que o ser humano tem pela vingança".

Os advogados escreveram, ainda, que Bruno era um atleta disputado pelos clubes de mais alto nível e que estava tendo a carreira prejudicada "em virtude da segregação de sua liberdade que não se mostra necessária".

ESTRATÉGIA

A Folha revelou hoje que a defesa de Bruno tentará demonstrar à Justiça que o jogador é vítima de uma vingança por parte de Sérgio Rosa Sales, seu primo, também preso pelo desaparecimento de Eliza.

Advogados de Bruno têm se reunido com parentes do atleta e de Macarrão, acusado de ter sequestrado Eliza e o filho dela supostamente com Bruno para levá-los do Rio até Minas, para descobrir o que motivou Sales a dizer à polícia que o goleiro teve participação direta no crime e teria visto a ex-amante ser morta.

Os advogados de Bruno acreditam que Sales quis se vingar do goleiro porque foi substituído da condição de braço direito na administração da vida do atleta.

 

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