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Brasil vence Rússia e é campeão da Liga Mundial pela nona vez
Da GazetaEsportiva.Net
O renovado time do Brasil demonstrou bastante experiência e controle do
jogo e venceu a Rússia na grande final da Liga Mundial por 3 sets a 1,
parciais de 25/22, 25/22, 16/25 e 25/23 em duas horas de partida e
conquistou mais um título da competição, o nono da história do Brasil,
ultrapassando a arquirrival Itália em número de conquistas.
A seleção
masculina volta ao Brasil no início da tarde desta segunda-feira
atingindo a liderança do ranking da Liga Mundial, com 15 medalhas -
sendo nove de ouro, duas de prata e quatro de bronze em vinte edições da
competição. A Itália perdeu a ponta da tabela, ficando com oito ouros,
três pratas e dois bronzes (13 medalhas).
O jogo - A organização da fase final da competição,
que ocorre na Argentina, preparou a cerimônia de encerramento da
competição organizando as bandeiras dos países em posição que dava à
Rússia a primeira colocação, a segunda ao Brasil, com Cuba em terceiro
lugar.
O equívoco pode ter incentivado os atletas brasileiros, que
tomaram conhecimento desse fato. Tranquilo, o Brasil começou melhor no
primeiro set, acertando todos os seus pontos e contando com alguns erros
dos russos, que, nervosos, reclamavam bastante com a arbitragem.
Os
brasileiros não entraram na catimba europeia, e chegaram às duas
paradas técnicas com vantagem no placar, garantindo uma curta vantagem
variável de três a quatro pontos, que foi mantida até o final do set em
que chegaram à vitória por 25 a 22, após 30 minutos de jogo.
No segundo set, a Rússia começou tendo um melhor desempenho
que na primeira parcial, igualando as ações com o Brasil, e impondo
algum incômodo ao técnico Bernardinho, aparentemente mais calmo que o
comum - ao contrário do time russo, que voltava a creditar aos
brasileiros os erros que cometia em quadra, reclamando da
arbitragem.
À medida que o set se encaminhava para o seu final, os
brasileiros voltaram a tomar a ponta do placar, chegando a abrir
quatro pontos após a segunda pausa técnica, encerrando o segundo período
em novo 25 a 22, desta vez em 26 minutos.
Reação russa - Na terceira parcial, no entanto, o
Brasil relaxou e os russos aproveitaram o momento para tornar o seu jogo
mais ofensivo. Em grande atuação na rede, os russos bloquearam pelo
menos cinco vezes no período, passando à frente no placar e abrindo a
maior vantagem da partida, de seis pontos desfavoráveis ao Brasil na
segunda pausa técnica.
Na volta à quadra, Bernardinho realizou várias alterações na equipe,
como as entradas do capitão Giba e do levantador Bruninho, que pouco
jogaram na fase final. João Paulo e Sidão foram outros a sair do banco,
mas a situação de nada adiantou, e o Brasil acabou perdendo o terceiro
set por 25 a 16, em 24 minutos.
No terceiro set, o jogo persistiu com o empate rigoroso do início da
segunda parcial, até que o Brasil errou um bloqueio e sofreu outro, e
deu uma vantagem de dois pontos ao time russo na primeira pausa técnica.
Após algum tempo perdido, o time brasileiro encontrou forças e tirou uma
diferença de três pontos ao empatar em 13 a 13, obrigando o técnico do
time russo, o italiano Danielle Vagnoli, pedir tempo.
O Brasil chegou a virar o placar, chegando a fazer 15 a 14, mas viu
os russos voltarem a acertar no bloqueio, marca de sua recuperação
parcial, e chegaram a 16 a 15 na segunda pausa. Depois dela, continuaram
a se recuperar no set e voltaram a colocar quatro pontos a seu favor, em
20 a 16 - o que fez o técnico Bernardinho pedir tempo.
Brasil reage e é campeão -
A pausa surtiu efeito, e
o Brasil passou a utilizar as armas dos russos, em ataques centrais e
bloqueios na mesma região da rede. Assim, os russos sentiram a pressão e
deram quatro pontos aos brasileiros, fazendo com que Vagnoli resolvesse
parar o jogo.
Na volta à quadra, o Brasil conseguiu explorar o bloqueio rival a seu
favor e conseguiu virar o jogo, chegando a fazer 24 a 22 no placar do
set. Dante teve um match point, mas acabou errando em novo bloqueio
russo. Em saque errado do russo Krasikov, o Brasil faz o 25º ponto e
fecha o jogo em 3 sets a 1, em duas horas e nove minutos de jogo, com o
tradicional peixinho da vitória dado pela nona vez na história da Liga.
Realmente, a organização argentina terá que alterar as bandeiras de
lugar outra vez. |