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Polícia
conclui inquérito e indicia Bruno por cinco crimes
Goleiro,
esposa, amante e outros 6 são acusados de homicídio e
ocultação de cadáver, entre outros crimes
Do
Estadão
O goleiro Bruno Fernandes de
Souza, suspeito de ligação com o desaparecimento de sua
ex-amante, Eliza Samudio, será indiciado pela Polícia Civil
de Minas Gerais. Segundo o inquérito de oito volumes, cerca
de 1.600 páginas e três anexos, encerrado nesta
quinta-feira, 29, Bruno vai responder pelos crimes de
homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de
cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.
Também foram indiciados pelos
mesmos crimes os demais envolvidos: Luiz Henrique Ferreira
Romão (Macarrão), Flávio Caetano de Araújo (Flavinho),
Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Dayanne Rodrigues do
Carmo Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e
Fernanda Gomes de Castro. Marcos Aparecido dos Santos (Bola)
foi indiciado por homicídio qualificado, formação de
quadrilha e ocultação de cadáver.
Na manhã desta quinta, o pai
de Eliza, Luiz Carlos Samudio, esteve no Departamento de
Investigações da Polícia Civil (DI), e disse estar
satisfeito com o trabalho da Polícia e acredita que a
justiça será feita. " Nós não temos dúvidas de que o Bruno é
o responsável por este crime hediondo e cruel", afirmou.
O pai de Eliza disse ainda que
não vê falhas nas investigações e acredita que esses
argumentos estejam sendo usados como estratégia da defesa
dos suspeitos de envolvimento no caso.
Defesa.
Acompanhado do advogado, Sérgio
Barros, ele reforçou que pretende entrar com ação judicial
contra o governo do Rio de Janeiro, por acreditar que o
Estado tenha sido responsável pela morte da filha. Ele
criticou o fato da modelo não ter recebido a proteção
adequada quando fez as primeiras denúncias contra o goleiro.
Sobre o fato de ter visto
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o
responsável pela morte da modelo, Samudio afirmou que sentiu
revolta, "foi uma sensação horrível". Ele notou que, ao
contrário dos demais suspeitos, Bola se mostrava tranquilo.
Luiz Carlos disse ainda que
vai processar o defensor de Bruno, Ércio Quaresma, pelas
declarações de que Eliza pode estar viva e por ter incluído
a jovem como testemunha no processo referente ao sequestro e
lesão corporal contra Eliza no Rio, em 2009.
Samudio afirmou ainda querer
que o Flamengo deposite em juízo o dinheiro que o clube
supostamente deve a Bruno. Quaresma disse que o jogador
teria cerca de R$ 1 milhão em salários atrasados. Sobre o
filho de Eliza, cujo pai seria Bruno, Samudio disse que vai
lutar pela guarda do neto, e ainda criar uma organização
para defender o cumprimento da Lei Maria da Penha, além de
processar o governo do Rio por não dar proteção à mulher em
2009.
Também nesta quinta, o goleiro
raspou a cabeça no presídio de Contagem (MG). A informação
foi dada pela Secretaria de Defesa Social. O cabelo do
atleta foi queimado na sua frente, nesta semana, como
garantia de que não seria usado em um exame de DNA.
O jogador se recusou a
fornecer material para o teste. Macarrão e os outros cinco
homens presos por suspeita de envolvimento no caso também
tiveram a cabeça raspada, conforme a secretaria.
Na manhã de ontem, Bruno e
mais seis suspeitos presos foram levados ao Departamento de
Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP). A
polícia mineira disse que eles fariam coletas digitais. O
procedimento de identificação criminal foi preparatório para
o indiciamento do grupo.
A iniciativa foi criticada
pela advogada Cintia Ribeiro, representante da Ordem Dos
Advogados(MG), que disse que vai encaminhar relatório ao
presidente da OAB-MG. Segundo ela, "já existe impressão
digital, essa coleta não é necessária." |