Com a
cartilha aprendi o ABC do sertão
Onde a
gente faz um aboio apaixonado
E pelas
veias os caminhos do coração
Cabra da
peste vira matuto aperreado.
Basta se
alembrar de Karolina com K
Que sendo a
minha fulô e morena bela
A Maria
Cangaceira e moreninha tentação
Pois é ela
a moreninha cor de canela.
Confesso:
passo fome mais não deixo
De andar
até dezessete légua e meia
Somente pra
vê o amor da minha vida
Ficando o
coração molin a olhar a rede véia.
Às vezes
acontece numa sala de reboco
O
caboclo nordestino o matuto de opinião
Ajoelhando
ele reza Ave Maria sertaneja
O
testamento de caboclo é dar a mulher o coração.
Osvaldo Nunes
de Barros/Policial, amigo e salgueirense.
Dedicado in memória ao Rei do baião Luiz “Lua” Gonzaga.
Publicada em 03 de agosto de 2011