Assim
esperava-se alguns bons minutos
Conforme
era o processo para revelação
Uma maquina
que parecendo laboratório
Quando de
fato nos chamava atenção.
As fotos
lavadas a um balde com água
Depois
passadas no álcool e cortadas
Entre uma
conversa e outra do fotografo
Nas fotos
ele dava umas boas salivadas.
Depois
todas eram cortadas direitinho
Com a
maestria e sua tesoura amolada
Que ainda
eram colocadas penduradas
Pra ao
vento serem as mesmas secadas.
As fotos
instantâneas em preto e branco
Pagávamos
por estas uns poucos reais
O pesar é
que hoje estes Lambe lambes
Praticamente extintos não existem mais.
Lambe
lambes os cronistas da sociedade
Resistentes
ao tempo nos trás saudades...
Vocês
profissionais da arte de fotografar
Um imortal
patrimônio cultural das cidades.
Osvaldo Nunes
de Barros/Policial, amigo e salgueirense.