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Muitos dos teus filhos já te deixaram Salgueiro!
Sou um destes que um dia também estive a partir
Aqui distante, meu coração a pulsar de saudades
Ao lembrar a família, os amigos, e também de ti.
São pedaços de mim que ficaram em ti enraizados
Na rua que morei, na minha escola, nas amizades
Contudo sendo a família a razão maior deste amor
Pra viver num vai-e-vem que chamamos saudades.
Às vezes paro e fico a pensar nas minhas peraltices
Em correndo atrás de uma bola na Praça da Matriz,
Na rua, no campo de várzea, uma criança a brincar
Num mais expressivo e brilhante olhar em ser feliz,.
Nestas terras distantes sempre que estou a interagir
O meu sotaque inconfundível de Pernambucanidade
Logo revela que a minha raiz, chama-se Salgueiro!
Que entre tantas: É o meu berço em forma de cidade.
Quanta alegria eu sinto estando de volta à Salgueiro!
Enquanto a passear pelas ruas, em viver a liberdade
No reencontro com os amigos no final de mais um dia
Pra num bate-papo fazermos valer esta tranqüilidade.
Mais é chegada a hora de encararmos a tal realidade
Outra vez terminadas as férias, temos que nos separar
Daí fico aguardando passarem dias que intermináveis
E assim nas próximas férias, outra vez nos reencontrar.
Osvaldo Nunes de Barros/Policial, amigo e salgueirense.
Dedicado ao filho Magnun Nueldo, e a você que mora fora e
sente saudades...
Publicada em
12 de Março
de 2010
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