Acordei,
e ao despertar da cama
ouvia-se o apito bailando com aquela chaminé de
fumaça.
Gente subia.
O apito se repetia.
Via-se uma nuvem escura produzindo cheiro de couraça.
Gente descia.
Às horas tardias.
Gente voltava.
Sorrisos nos rostos de quem iria para as caldeiras da
produção.
Ao entardecer gente subia, gente descia.
Era o serão.
Aqui se tinha certeza, de que, neste torrão também se
produzia.
E agora Zé Lotero?
Quem não lembra do curtume?
Porque não dizer de Veremundo.
Mesmo com o passar do tempo, ou mesmo, com tuas ruínas
tuas lembranças jamais serão esquecidas.